Hoje, mais uma vez me peguei tentando fugir. Vagamente me lembro, mas realmente não sei de que. Sinto que fujo da minha vontade, da minha carência. Procuro a ausência daquilo que me fez atrasar, do que construiu meu passado. As flores? Me acompanharam. Trevas? Me desviaram. Me fizeram enxergar as pedras em meu caminho, e assim pela forte luz, delas passei longe. Uma triste história, vagamente me faz chorar, de alegria pular, e com tolerância caminhar. Assim vou eu, cantando, seguindo minha própria canção, e com as notas dessa melodia, cautelosamente tiro as facas e flechas, atiradas até mesmo sem saber, talvez sem rumo certo, que fizeram de minh'alma seu alvo. Me proporcionaram profundas cicatrizes que moldaram um caráter, que hoje, serve como molde para outros a serem esculpidos. Talvez sim, prepotência, mas pra que esquecer as qualidades se apontam meus erros com tanta eficiência? Lembranças que emitem uma trilha sonora fragorosa, de atenção sem igual. Ao certo me dou conta, que fujo da angústia, fujo lamentavelmente, da mão que pretende me sarar, com a pretensão de abrir meu peito, e limpar as teias de aranha, os vestígios que ficaram no meu órgão mãe. E que a partir desse segundo, que sonhar me seja necessário, me seja viver. E que meus pés nunca cheguem novamente ao chão, quero flutuar sempre, isso me basta. Amar, gritar, viver, sonhar, que daqui até lá, sejam os verbos que me façam alcançar a satisfação almejada. Semana que vem logo chega, e o mês que se aproxima, me fará muito feliz.. sem nenhuma certeza, mas com toda clareza. Resenha Paulo de Lima
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
Neurose, fuga & resenha.
Hoje, mais uma vez me peguei tentando fugir. Vagamente me lembro, mas realmente não sei de que. Sinto que fujo da minha vontade, da minha carência. Procuro a ausência daquilo que me fez atrasar, do que construiu meu passado. As flores? Me acompanharam. Trevas? Me desviaram. Me fizeram enxergar as pedras em meu caminho, e assim pela forte luz, delas passei longe. Uma triste história, vagamente me faz chorar, de alegria pular, e com tolerância caminhar. Assim vou eu, cantando, seguindo minha própria canção, e com as notas dessa melodia, cautelosamente tiro as facas e flechas, atiradas até mesmo sem saber, talvez sem rumo certo, que fizeram de minh'alma seu alvo. Me proporcionaram profundas cicatrizes que moldaram um caráter, que hoje, serve como molde para outros a serem esculpidos. Talvez sim, prepotência, mas pra que esquecer as qualidades se apontam meus erros com tanta eficiência? Lembranças que emitem uma trilha sonora fragorosa, de atenção sem igual. Ao certo me dou conta, que fujo da angústia, fujo lamentavelmente, da mão que pretende me sarar, com a pretensão de abrir meu peito, e limpar as teias de aranha, os vestígios que ficaram no meu órgão mãe. E que a partir desse segundo, que sonhar me seja necessário, me seja viver. E que meus pés nunca cheguem novamente ao chão, quero flutuar sempre, isso me basta. Amar, gritar, viver, sonhar, que daqui até lá, sejam os verbos que me façam alcançar a satisfação almejada. Semana que vem logo chega, e o mês que se aproxima, me fará muito feliz.. sem nenhuma certeza, mas com toda clareza. Resenha Paulo de Lima
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